quinta-feira, 16 de janeiro de 2014


Faça sua roupa falar baixo. Não consigo lhe ouvir!

Se você duvida que as roupas podem afetar sua vida espiritual, é bom saber que já é provado cientificamente que elas interferem até mesmo no nosso comportamento. Um estudo feito na Universidade Northwestern, em Chicago, mostrou que tendemos a incorporar as características das peças que vestimos. De acordo com Adam D. Galinsky, um dos responsáveis pelo estudo, elas invadem o corpo e o cérebro, colocando o usuário em um estado psicológico diferente. Foi constatado que a roupa influencia na disposição, no desempenho e na forma como somos vistos pelos outros. Além disso, ela altera a configuração cerebral porque afeta a mente. Daí, podemos ter ainda mais certeza de que existem vestimentas ideais e desapropriadas para os cristãos.
Levando esse pensamento em conta, o cristão pode ou não se vestir com o que está na moda? Muita gente acredita que a moda não é algo que agrada a Deus, por isso não segue nenhum tipo de tendência, preferindo não ter nada de modernidade no guarda-roupa! A pressão sobre quem segue esse estilo de vida é muito grande, ainda mais sobre as mulheres, que acabam se tornando alvo de comentários maldosos e recebem apelidos desagradáveis, como: bregas, relaxadas, mal cuidadas e antiquadas. Elas procuram viver como diz em I Timóteo 2:9: “Que as mulheres, em traje decente, se ataviem com modéstia e bom senso”. Logo em seguida, o verso declara que o verdadeiro enfeite da mulher é sua obra. Um texto da escritora cristã Ellen White, no livro Mensagens Escolhidas, nos aprofunda neste assunto:
Os cristãos não devem se dar ao trabalho de se tornar objeto de estranheza por se vestirem diferentemente do mundo (…). Se o mundo introduzir uma moda de vestuário modesta, conveniente e saudável, que esteja de acordo com a Bíblia, não mudará nossa relação com Deus ou com o mundo se adotarmos essa moda de vestuário.
(Mensagens Escolhidas, vol. 2, pág. 476)
Aí está um ponto importante! Não devemos parecer extraterrestres, mas também não devemos, em nenhum momento, ser escravos dos ditadores das tendências. O segredo está no equilíbrio, não sendo nem os primeiros nem os últimos a entrar na moda. Se Jesus vivesse na Terra nos dias de hoje, o que você imagina que Ele usaria? Ele, mais do que qualquer pessoa, sabia se adaptar a toda cultura, sem nunca deixar de lado um único princípio bíblico. Consigo imaginá-lo em nosso meio usando vestimentas dos tempos atuais, talvez um blazer e, quem sabe, até uma calça jeans.
Deus não criou um povo para ser visto como ridículo e servir de piada para o mundo. Você sabia que modéstia significa simplicidade e discrição? Perceba que algumas roupas, do tipo intitulado como “roupa-de-crente”, chamam mais a atenção do que uma vestimenta moderna e de bom gosto? Algumas são tão “cheguei” que até fazem da pessoa um ponto de referência — mas de forma pejorativa. Cuidado ao se vestir de um jeito fora da realidade porque isto pode diminuir a credibilidade das pessoas em você. É muito mais fácil dar ouvidos a alguém bem arrumado do que a alguém com aparência relaxada, não é?
É importante lembrar que Deus ama a beleza. Observe as cores, formas e os cheiros da natureza. Tudo é perfeito! Deus quer que tenhamos uma boa aparência, afinal escolheu nos criar à sua própria semelhança. Você pode se vestir bem e ter uma boa imagem. O que o Senhor não quer é que isso lhe afaste do foco, que é buscar a beleza do alto, que é eterna, imperecível.
Mesmo com modéstia, devemos andar bem arrumados. Ellen White diz que “devemos educar os jovens na simplicidade do vestuário; simplicidade com elegância” (Testemunhos Para Ministros e Obreiros Evangélicos, pág. 180). Isto me lembrou das minhas aulas de telejornalismo. Minha professora Valéria Hein dizia que para apresentar um telejornal o profissional deve estar vestido e penteado com elegância, mas sem extravagância. Sabem por quê? A elegância é necessária para que o comunicador seja respeitado e levado a sério. E sobre evitar a extravagância? É simples. O jornalista não deve chamar atenção para si, mas sim para a notícia. Vamos reformular a última frase para você entender melhor como deve ser nossa atitude: O cristão não deve chamar atenção para si, mas sim para a notícia (o evangelho).

domingo, 12 de janeiro de 2014

Meditar


Pior do que estar perdido e pensar que estás salvo!

A assertiva de Jesus à igreja em Sardes é enfática: Conheço as tuas obras, que tens nome de que vives, e estás morto. Há muitos anos nos debatemos com os escândalos no meio eclesiástico. São inegáveis os atos que se sucedem a cada dia. Igrejas sérias tem procurado disciplinar seus membros, outras dão de ombros e até abrem mais espaço ainda na tentativa de abafar os casos.

Porém, há alguns aspectos na questão que queremos detalhar:
- O pecador não permanece na congregação dos justos (Salmos 1:5). Ainda que determinados líderes sejam lenientes com o pecado, escondendo-o, a tendência é que ele reapareça mais abrangente e cruel, acabando por jogar nas trevas aqueles que o praticam, e, por vezes, aqueles que o encobrem;

- Não nos enganemos: O Senhor Jesus conhece os seus (Salmos 1:6)! Sabe exatamente os que estão vivos, porque ligados na videira verdadeira (João 15:4). Podemos até pregar, chamar a atenção e operar milagres, mas a vara que não estiver ligada na videira verdadeira será rejeitada no último dia (Mateus 25:12). Os galhos cortados da árvore não murcham e secam de imediato. É um processo longo e doloroso, no qual o galho sabe que está sem seiva e morrerá lentamente e a árvore sabe que o perdeu;

- O perdido, perdido está. Entretanto, aquele que tido por salvo, salvo não está, por sua condição de pecado encoberto, terá pior castigo, pois que conhecedor da verdade e não praticante dela (Mateus 7:2; Tiago 1:23).

- Não se engane. Há aqueles que esperam um castigo divino, quando não vem raciocinam: Acho que não fiz nada errado. Deus está ocupado com aquele pecador maior do que eu ali... O que é pior Deus castigar ou esquecer?

Deus tenha misericórdia de nós!

sábado, 11 de janeiro de 2014

DEUS E O PRÓXIMO SÃO OS FINS

Eu primeiro Podemos cair na tentação da inversão. A inversão de que  Deus e o próximo podem se tornar meios. Assim, Deus  e o próximo tornam-se meios para minha realização  pessoal e ministerial. O fim passa a ser eu mesmo, meu  sucesso, minha igreja e minha denominação. Deus,  como meio, deixa de ser uma relação de comunhão para  se transformar em uma relação de estratégia. Quando  abandonamos as genuínas e verdadeiras motivações,  na verdade estamos abandonando o próprio Deus e Sua palavra. Quando se abandona o primeiro amor, o que se vive é uma inversão. Biblicamente falando, Deus e o próximo são os fins. A finalidade e o propósito da nossa vida e ministério são Deus e, a partir Dele, o próximo. Quando se vive uma inversão, é necessário arrependimento. Perceba que para cinco igrejas (Éfeso, Pérgamo,Tiatira, Sardes e Laodiceia) Jesus pediu uma coisa em comum: arrependimento!.